segunda-feira, 30 de julho de 2012


Era apenas uma inspiração. Um momento de reflexão através do qual buscava insistentemente uma explicação para tais sentimentos. Uma gota de lágrima. Um aperto no coração. Talvez medo, talvez fosse além do medo... Talvez não se resumisse em palavras. Que agonia. Por quê?
Aquela música consumia-me de tal forma que não controlava mais a mim mesma. Cada gesto tornava-se um impulso do que meu corpo pedia, do que minha alma suplicava. Acreditava que nada naquele momento fosse atingir o ímpeto desbravador a que necessitava. Que agonia. Por quê?
Talvez fosse tudo uma grande bobagem, que tolice... Talvez nada disso existisse! Talvez eu estivesse em busca de fórmulas inexatas... Era isso! Fórmulas inexatas que jamais poderiam existir (pelo menos foi o que aprendi no colégio). Talvez fossem apenas suplícios de uma alma necessitada. Uma gota de afeto em meio ao holocausto. Um pulsar mais forte.
Que agoniaaaaaaaaaa. Por quê?.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perdido no tempo...



Em mais uma dessas insônias rotineiras, encontro-me imersa em uma nostalgia sem fim. Em um piscar de olhos minha cabeça encontra-se perdida no tempo à procura de uma explicação. Aonde foi parar? "O tempo é mesmo cruel..." como que em um milésimo de segundo é a resposta que me vem a cabeça. É cruel pensar como que aquele amor que há tempos consumia-me por inteira, como se nunca tivesse existido, esvaeceu-se. E os amigos? Acho que nenhum autor nunca outrora soube descrever tal sensação como Casimiro de Abreu em seu poema "A aurora da minha vida", um tanto quanto sugestivo... Vejo e revejo fotos, lembro-me não com tanta nitidez, mas com alguma que ainda me resta da improbabilidade daquele amor, da sinceridade daquele abraço e de como o tempo se arrastava transformando cada segundo em um turbilhão de sensações que se estendiam ao máximo de sua potencialidade. Paro e lamento. Questiono-me se essa é a essência da vida. Será que nada é para sempre? Será que se for pra sempre perde a graça? Por que o tempo precisa ser tão cruel? Já que foi capaz de levar para tão longe pessoas e momentos tão indescritíveis, porque não ser capaz de apagar tais memórias? A vida tem um prazo, chega a ser constrangedor permitir o distanciamento, o orgulho, a indiferença... Às vezes sinto-me tão pequena, tão impotente diante de tudo. Será que só comigo acontece assim?

sábado, 15 de maio de 2010

Apaixone-se.


Apaixone-se pelo que há de mais simples.
Apaixone-se diariamente por seus novos amigos, pelo menino de camisa listrada, pelo bouquet de flores recebidos na semana passada. Apaixone-se pelo trocador, pela velhinha cheia de sacolas, pela menina espivitada. Apaixone-se por um caminho, pela brisa, pelo mormaço. Apaixone-se por um cálculo, por um livro e sinta quando der fim à leitura. Apaixone-se por uma música, escute-a inúmeras vezes... Apaixone-se por um autor e procure saber mais sobre ele! Apaixone-se por uma festa e torça para que ela não acabe nunca! Dance, dance... Apaixone-se por um vestido florido na vitrine, por um perfume, um cheiro... Apaixone-se pela chuva que cai e molha seus cabelos, seu corpo, sua alma... e lava! Apaixone-se por um filme, pelo cenário, pela bela atuação da protagonista. Apaixone-se pelas companhias, pelas risadas gostosas, pelo momento. Apaixone-se por um sorriso, por um jeito, por uma barba mal feita. Apaixone-se por uma praia à noite, pela areia fria, a água gelada... Apaixone-se por uma aula, por um professor, por uma melodia... Apaixone-se pelo escuro, pela lua, pelo acampamento. Apaixone-se por uma viagem, pela estrada... Apaixone-se por uma paisagem, pelos pássaros, pelo silêncio rompido. Apaixone-se por uma espera, por uma expectativa. Apaixone-se por um roteiro, por uma idéia. Apaixone-se 1, 2, 3 vezes por dia, ou quantas julgar necessário! Apaixone-se por uma fase da vida e viva-a intensamente... Apaixone-se por Chico, Caetano, Lulu... Apaixone-se por uma bossa... Apaixone-se honestamente! Apaixone-se pelo que vai aém da matéria... E viva!

terça-feira, 28 de julho de 2009


Foi talvez a mais linda festa política dos oito séculos da história de Portugal: a multidão, milhares de pessoas em estado de júbilo, dançava, cantava, chorava, sorria. E se abraçava, e abraçava os jovens soldados sem medo dos fuzis. E ocorreu então um caso extraordinário, até hoje sem explicação. Não se sabe como nem porquê, havia cravos vermelhos nas mãos do povo. Homens, mulheres e crianças de cravos nas mãos. Milhares de cravos. E o povo enfeitou de cravos os fuzis militares. E do povo a revolução ganhou nome: Revolução dos Cravos!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008


Um filho pergunta à mãe:
- Mãe, posso ir ao hospital ver meu amigo? Ele está doente!
- Claro, mas o que ele tem?
O filho, com a cabeça baixa diz:
-Tumor no cérebro.
A mãe, furiosa, diz:
-E você quer ir lá para quê? Vê-lo morrer?
O filho lhe dá as costas e vai... Horas depois ele volta, vermelho de tanto chorar, dizendo:
- Ai mãe, foi tão horrível, ele morreu na minha frente!
A mãe, com raiva:
- E agora?! Tá ?! Valeu a pena ter visto aquela cena?!
Uma última lágrima cai de seus olhos e acompanhado de um sorriso, ele diz:
- Muito, pois cheguei a tempo de vê-lo sorrir e dizer:
"- EU TINHA CERTEZA QUE VOCÊ VINHA!"

quarta-feira, 10 de setembro de 2008


'Uma árvore que desfruta do simples e belo. Que carrega consigo, confidencias. Que ao acaso de um dia que se despede, deixa nela todas as belas lembranças vividas que jamais se tornarão novamente realidade... Já passou. Já foi. Desculpa leitor, pararei de escrever, prefiro ficar nas lembranças, nas imaginações e suposições...'