terça-feira, 16 de agosto de 2011

Perdido no tempo...



Em mais uma dessas insônias rotineiras, encontro-me imersa em uma nostalgia sem fim. Em um piscar de olhos minha cabeça encontra-se perdida no tempo à procura de uma explicação. Aonde foi parar? "O tempo é mesmo cruel..." como que em um milésimo de segundo é a resposta que me vem a cabeça. É cruel pensar como que aquele amor que há tempos consumia-me por inteira, como se nunca tivesse existido, esvaeceu-se. E os amigos? Acho que nenhum autor nunca outrora soube descrever tal sensação como Casimiro de Abreu em seu poema "A aurora da minha vida", um tanto quanto sugestivo... Vejo e revejo fotos, lembro-me não com tanta nitidez, mas com alguma que ainda me resta da improbabilidade daquele amor, da sinceridade daquele abraço e de como o tempo se arrastava transformando cada segundo em um turbilhão de sensações que se estendiam ao máximo de sua potencialidade. Paro e lamento. Questiono-me se essa é a essência da vida. Será que nada é para sempre? Será que se for pra sempre perde a graça? Por que o tempo precisa ser tão cruel? Já que foi capaz de levar para tão longe pessoas e momentos tão indescritíveis, porque não ser capaz de apagar tais memórias? A vida tem um prazo, chega a ser constrangedor permitir o distanciamento, o orgulho, a indiferença... Às vezes sinto-me tão pequena, tão impotente diante de tudo. Será que só comigo acontece assim?

Um comentário:

Anônimo disse...

que liiiiindo!!!